✦ DEVOÇÃO MARIANA ✦

Mês Mariano,
Mês da Virgem Maria

Maio é o mês em que os olhares se voltam somente e tão somente para o Trono da Graça. Trono esse que “desce por um mês” a terra para receber de seus “súditos” os cantares e louvores. São tão imensos, tais homenagens à Mãe de Deus que chegam a abalar as alturas celestiais, enchem os anjos de gozo e os santos de alegria. Derrubam as potências infernais e seus anjos malignos choram de vergonha e desespero porque em toda face da terra existe uma Mulher que jamais foi seduzida pelo seu veneno pecaminoso.

Desde os tempos mais antigos da história de fé da Igreja, nunca se ouviu dizer que onde tenha um devoto da Virgem, não tenha se celebrado o mês mariano. Desde as casas das famílias mais devotas, seja nas capelas ou catedrais, durante os 31 dias do mês bendito ouve-se cantar os mais sublimes cânticos tirados muitas vezes da piedade popular dos fiéis ou dos grandes compositores litúrgicos para honrar a tão boa mãe.

No entanto poderíamos nos perguntar: Qual a origem do Mês Mariano? Vejamos então como começou essa belíssima devoção e como ainda hoje ela é vivenciada, e praticada por todos que veneram, amam e reconhecem em Maria, a Mãe do Verbo Encarnado a intercessora e o caminho seguro para se chegar a Deus.

A origem da devoção

A devoção a Maria Santíssima é tão antiga quando a Igreja Católica, mas a devoção de lhe consagrar o mês de maio, denominado de Mês Mariano, teve início em meados do século XIX, encontrando desde logo o aplauso dos Santos que surgiram dessa época em diante. Um desses Santos, que mais entusiasticamente abraçaram a nova prática de piedade mariana, foi São José Bento do Cottolengo. Seu nome era no italiano, Giuseppe Benedetto Cottolengo (3 de maio de 1786 – 30 de abril de 1842), ele foi o fundador da Casa da Divina Providência do qual se lê que entre as diversas práticas de piedade em honra de Maria, adornava sempre com flores frescas os numerosos altarezinhos da imensa Pequena Casa da Divina Providência.

Mas, quando chegava o mês de maio era o verdadeiro triunfo da perfumada colheita em torno de Maria. Nos tempos de Cottolengo começava apenas a se difundir o costume de consagrar a Maria esse mês e ele quis logo adotá-lo na Pequena Casa, ordenando que todas as famílias do asilo o celebrassem, honrando com alguma prática especial a Augusta Rainha da casa.

A principal oração dessas noites santas do mês de maio é a recitação do santo Rosário (terço). Precedido sempre das ladainhas e cânticos da Salve Rainha em diversas melodias, além de tantos outros louvores a Virgem Pura dos céus.

Motivos para celebrar com tanto fervor

Primeiro — para honrar a sua Dignidade que é incomparável. Maria é a mais santa de todas as criaturas, a obra prima das mãos de Deus, a Rainha do céu e da terra, a protetora e a Mãe dos cristãos, a dispensadora de todas as graças e o que excede tudo o que o espírito humano pode compreender, é a Mãe de Deus, dela nasceu o adorável Jesus.

Segundo — porque os seus devotos querem seguir os exemplos dos santos que foram em vida devotos da Virgem Maria. O exemplo de tantos bem-aventurados que se sacrificaram ajudados pela devoção a Maria e pelo socorro de sua proteção deve incitar-nos a reanimar em nossos corações os sentimentos de respeito, confiança e a amor que devemos a tão boa mãe.

Terceiro — as vantagens dessa devoção. Mais facilmente acabarão os céus e a terra, diz o devoto Luiz de Blois, do que Maria deixar de socorrer aquele que sinceramente a implora. Santo Anselmo não duvida afirmar que um verdadeiro servo de Maria não pode perecer eternamente.

Oração de São Bernardo

“Lembrai-vos, Ó Piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que alguém que tenha invocado o vosso nome, recorrido a vossa proteção tenha sido por vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém.”